Resumo de Obras de Machado de Assis
Iaiá Garcia - Machado de Assis
Iaiá Garcia era filha de Luís Garcia , viúvo e funcionário público, que nela concentrava todos os seus afetos.
Quando a história principia, ele está com quarenta e um
anos e Iaiá com onze estuda em colégio interno e, nos fins de semana é a
fonte de toda a alegria do pai, em cuja casa reina a solidão.
Luiz Garcia tem uma amiga, também viúva, Valéria Gomes, mãe de Jorge. Jorge está apaixonado pela filha de um ex - empregado de seu pai, Estela, que vive na mesma casa.
Para afastá-lo de Estela ,por não a julgar digna de sua posição social,
a mãe força-o a alistar-se como voluntário para lutar na guerra contra o
Paraguai.
Mas Jorge não esquece a sua amada e tem verdadeiro choque ao saber que
ela se casara com Luiz Garcia, que a isso foi levado, entre outras
razões, pelas boas relações entre Estela e sua filha Iaiá.
A partir daí, a história evolui ao longo do tempo, com o
regresso de Jorge, sua mãe já morta , a influência do novo amigo que
fizera no Paraguai, encontros e desencontros, risos e lágrimas, até a
morte de Luís Garcia. E Jorge acaba por se casar com Iaiá.
Nesta história singela, ao gosto romântico e o seu tanto convencional, Machado de Assis
começa a revelar as qualidades que mais tarde farão dele um grande
romancista: a finura de estilo, o senso de humor que já reponta aqui e
ali, a recriação de ambientes , a exata caracterização de personagens,
principais ou secundários, como Raimundo, o preto africano, escravo liberto e inteiramente dedicado a Luiz Garcia.
Mas está longe ainda dos grandes momentos de criação literária que se
iniciam a partir do romance seguinte, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
O Alienista-Machado de Assis
A história se passa no século xlx(19), retrata a burguesia hipócrita
da época. O autor se vale do personagem magnífico Dr. Simão Bacamarte (O Alienista)
que
casou-se com D.Evarista, que não tinha nenhum atributo de beleza, mas
tinha todas as chances de dar ao Dr. Simão, filhos robustos e
inteligentes. No entanto isso não ocorre,
mesmo depois de dietas e ações médicas realizadas por Dr.Simão os filhos
não chegaram. Ele então se dedicou ao estudo da medicina e dentro dela
se interessou pela neurologia,
estudando assim a sanidade e a loucura humana.
Foi então que pediu licença ao governo de Itaguaí para construir uma
residência onde os loucos da cidade se instalariam e seriam tratados,
favorecendo também o estudo sobre
os limites entre a razão e a loucura. D.Evarista tentou desiludi-lo
inventado uma viagem ao Rio de Janeiro, mas ele não cedeu.
Assim foi inaugurada a Casa Verde. Dr. Simão estudava e dedicava-se
muito ao seu trabalho. Foi então que começou o terror em Itaguaí, Costa
foi levado à Casa Verde. Costa
havia recebido uma herança que dava-lhe para viver até “o fim da vida”,
mas gastou-a toda em empréstimos aos outros indo para a miséria. Todos
surpreenderam-se com a prisão de
Costa, já que esse era um homem são. Quando a prima de Costa foi pedir a
saída dele da Casa Verde acabou também sendo levada e presa. Depois
prenderam Mateus, o homem apenas
tinha uma bela casa com um belo jardim, a qual vistoriava cedo e à
noite, repousava para que os outros admirassem a ele e a casa.
No começo a vila de Itaguaí aplaudiu a atuação do Alienista,
mas os exageros de Simão Bacamarte ocasionaram um motim popular, a
rebelião das canjicas,
liderados pelo ambicioso barbeiro Porfírio. Porfírio acaba vitorioso,
mas em seguida compreende a necessidade da Casa Verde e alia-se a Simão
Bacamarte. Há uma intervenção
militar e os revoltosos são trancafiados no hospício e o Alienista
recupera seu prestígio. Entretanto Simão Bacamarte chega à conclusão de
que quatro quintos da
população internada eram casos a repensar, então solta todos os
recolhidos no hospício e adota critérios inversos para a caracterização
da loucura: os loucos agora são os leais,
os justos, os honestos etc.
No fim do tratamento todos foram postos fora e analisando, Bacamarte
verifica que ele próprio é o único sadio e reto, por isso o sábio Dr.
Simão Bacamarte internou-se no
casarão da Casa Verde, onde morreu dezessete meses depois e recebeu
honras póstumas.
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